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Escotismo
Manual do
Lobinho
Baden Powell não teve tempo
suficiente para escrever o Manual do Lobinho durante a Primeira Guerra Mundial,
porém, anunciou que o faria pouco tempo depois.
Com a erupção da guerra, as
mulheres tomaram os lugares antes ocupados pelos jovens, que haviam respondido
aos apelos do exército. Assim, foi permitido o ingresso de senhoras e senhoritas
no Movimento, estas estavam encantadas com a idéia de que pudessem adestrar os
pequenos. Suas idéias foram de grande valia na elucidação de problemas especiais
que surgiam no adestramento dos pequenos. E nesta leva feminina que surge o
braço direito do Fundador, no ramo lobinho: a Srta. Vera Barclay.
O seu encontro com o Fundador
deu-se no dia 16 de junho de 1916 em uma conferência em Londres, onde Chefes de
Lobinhos reuniram-se para reivindicar o esperado Manual do Lobinho, que
contivesse um esquema específico para o ramo.
Vera Barclay não compareceu a
conferência movida pelos seus objetivos uma vez que lobinhos não lhe
interessavam, sua fixação eram os escoteiros. Porém, havia recebido um convite
especial de B.P. que queria conversar com ela.
O objetivo de B.P. era
contratá-la para juntar-se a equipe do Headquarters e trabalhar no projeto dos
lobinhos. A idéia não a entusiasmou muito uma vez que lobinhos não eram o seu
trabalho, e fechar-se em um escritório em Londres não estava em seus planos.
Em sua atuação com escoteiros
nas áreas carentes de Londres recebeu de companheiros mais formais a crítica de
que os rapazes não atendiam perfeitamente a todos os aspectos da Lei Escoteira.
Deu , então, uma resposta que se tornou famosa: "O que interessa é, que pelo
escotismo, os rapazes se tornem melhores!".
No entanto, em virtude de um
joelho machucado, estava afastada de suas funções de enfermeira no "Netley Red
Cross Hospital" e além do mais, como admitiu posteriormente, era um grande
serviço para o escotismo isolar os meninos pequenos e seus persistentes chefes
dentro de suas próprias competências.
Não demorou muito, porém, e os
lobinhos conquistaram completamente a sua simpatia, instalando-se
definitivamente dentro de seu coração, de forma que a fizesse fazer de tudo para
que eles fossem aceitos na fraternidade escoteira, pleiteando junto ao
Headquarters tudo o que eles queriam.
Ela dedicou-se com entusiasmo
na organização do Manual do Lobinho, intercalando ao famoso manuscrito de B.P.
recortes, seus desenhos feitos a pena e bilhetes que encontrava jogados sobre
sua mesa, contendo novas idéias de B.P. muitas vezes anotadas em papéis de suas
lâminas de barbear. O Manual ficou também enriquecido com suas próprias opiniões
acerca das insígnias e especialidades que constituiriam a parte II do Manual.
O Manual do Lobinho está
impregnado de suas influências, feitas com entusiasmo e imaginação e,
principalmente de um grande conhecimento da natureza de meninos pequenos. Ela
via claramente a necessidade de conservar a essência, tanto quanto o método de
treinamento, o tão distinto quanto possível daqueles do escoteiro.
Esta posição futuramente
influiu fortemente para a sua indicação como Comissária do Quartel General para
Lobinhos, posto que ela manteve até 1927.
Porém, o que veio responder a
procura de Baden Powell por algo atraente, especial, capaz de sustentar a
fantasia e contribuir com a formação da criança foi o Livro da Jângal, cuja
adoção revolucionou completamente o esquema.
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